Psicologia Social Comunitária · Universidade Cruzeiro do Sul

Rede de atenção, cuidado e apoiono território da Lapa

Mapa cartográfico participativo construído com pessoas acolhidas, profissionais do CTA, moradores e trabalhadores do entorno — Lapa, Vila Leopoldina e Água Branca, São Paulo.

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Mapa cartográfico · Lapa / Vila Leopoldina / Água Branca

Rede de atenção, cuidado e apoio na Lapa

0 · 500 m · 1 km
N
Mapa cartográfico ilustrado elaborado pelo grupo

Mapa esquemático: os pontos estão na posição real (coordenadas do Google Maps); rio, ferrovia, linha 6 e parques têm traçado aproximado. Pontos maiores (1–8) são os serviços da legenda do grupo (CRAS e CREAS reunidos no ponto 4). A ilustração original está na aba “Ilustração do grupo”.

Leituras do território

O que a escuta com pessoas acolhidas, profissionais, moradores e trabalhadores revelou sobre a rede de cuidado da região.

Potencialidades identificadas

  • Rede de saúde, assistência social e outros equipamentos no território.
  • Saberes, habilidades e estratégias de vida das pessoas acolhidas.
  • Recursos culturais, religiosos, comerciais, de lazer e mobilidade na região.
  • Possibilidade de articulação entre CTA, rede pública e recursos comunitários.
  • Maior conectividade territorial, com transporte público e novas possibilidades de circulação.

Vulnerabilidades identificadas

  • Trajetórias de cuidado com interrupções e retomadas.
  • Dificuldade de acesso contínuo e articulado à rede de serviços.
  • Pouca diversidade de comércio e serviços no entorno imediato.
  • Iluminação insuficiente e percepção de insegurança relatada por moradores e trabalhadores, especialmente à noite.
  • Estigma e preconceito em relação à população acolhida.
  • Transformações urbanas, com novos condomínios e mudança no uso do solo, que podem gerar tensões de convivência no território.

O que o campo revelou

  • Pessoas acolhidas possuem habilidades, interesses e projetos para além do uso de substâncias.
  • Espiritualidade aparece como recurso importante.
  • Lazer, cultura e convivência são valorizados como estratégias de bem-estar.
  • Estratégias próprias para enfrentar dias difíceis.
  • Conhecimento da rede de serviços varia entre os acolhidos.
  • Autonomia na adesão ao cuidado, com movimentos de aproximação e afastamento.
  • Acolhidos são sujeitos de saber, com experiências e percepções relevantes sobre o território.

Possibilidades a partir do campo

  • Fortalecer a articulação entre os serviços da rede (saúde, assistência, cultura, lazer e outros).
  • Favorecer a continuidade dos encaminhamentos com respeito à autonomia dos acolhidos.
  • Ampliar o acesso a espaços de cultura, lazer e convivência no território.
  • Valorizar os saberes, experiências e a participação dos acolhidos.
  • Considerar, junto aos órgãos competentes, melhorias de infraestrutura (ex.: iluminação) e segurança no território, sem estigmatizar a população em situação de rua.
  • Acompanhar criticamente as transformações urbanas e seus impactos, defendendo o direito à cidade e a convivência no território.
Atividade cartográfica realizada

Painel participativo com os acolhidos: “O que temos, o que sabemos e o que nos fortalece”

Quatro perguntas orientaram a construção coletiva do mapa.

1
Eu sei / Eu possoSaberes, habilidades e interesses.
2
Lugares e pessoas que me fazem bemVínculos, afetos e espaços de pertencimento.
3
O que me ajuda nos dias difíceisEstratégias, pessoas, atividades e serviços.
4
O que poderia ser melhorDemandas, sugestões e percepções sobre o CTA e o território.

Outros recursos do território

Sem endereço fixo — circulam pela região.

  • Serviços de abordagem social e equipes itinerantes
  • Grupos de apoio e iniciativas comunitárias (ex.: AA, NA)
  • Transporte público e outras linhas de ônibus da região

Território em transição: antigos galpões e usos industriais convivem com novos condomínios, serviços, lazer e novas conexões de transporte.